Os Livros Que Mudaram Minha Vida Por Juliana Hoffmann Liska
Os Livros Que Mudaram Minha Vida
Por Juliana Hoffmann Liska
Existem livros que lemos.
E existem livros que nos leem.
Algumas histórias passam por nós como o vento. Outras permanecem durante anos, habitando nossos pensamentos, modificando nossa forma de enxergar a vida, a morte e aquilo que existe entre as duas.
Entre os livros que mais marcaram minha trajetória estão Violetas na Janela e Vigiai e Orai.
Lembro da primeira vez que mergulhei em suas páginas. Não encontrei apenas personagens ou narrativas. Encontrei perguntas que já viviam dentro de mim.
Violetas na Janela abriu uma janela para reflexões sobre a continuidade da existência, sobre os laços que permanecem mesmo quando a matéria se despede e sobre a delicada possibilidade de que o amor atravesse dimensões que ainda não compreendemos completamente.
Ao ler suas páginas, senti que a morte deixava de ser apenas um fim para se tornar uma interrogação cheia de mistério, esperança e significado.
Já Vigiai e Orai me ensinou sobre a importância da observação interior.
Sobre como nossos pensamentos moldam caminhos.
Sobre como a vigilância não é apenas olhar para o mundo, mas também para aquilo que cultivamos dentro de nós mesmos.
Esses livros chegaram em momentos diferentes da minha vida, mas ambos deixaram marcas profundas.
Talvez porque sempre fui fascinada pelos mistérios da alma.
Pelas perguntas sem respostas definitivas.
Pelas histórias que tentam compreender aquilo que os olhos não conseguem ver.
Eles influenciaram não apenas minhas leituras, mas também minha escrita.
Em muitos dos meus poemas existe a presença da saudade, da espiritualidade, das memórias que sobrevivem ao tempo e da crença de que algumas conexões são maiores do que a distância, a ausência ou os anos.
Quando escrevo sobre cartas antigas, almas que se procuram através dos séculos, jardins esquecidos ou amores que atravessam épocas, talvez exista um pouco da semente plantada por essas leituras.
Os livros que mudaram minha vida não me deram todas as respostas.
Mas me ensinaram a valorizar as perguntas.
E, às vezes, são justamente as perguntas que transformam uma vida inteira.
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